Série De Sangue e Cinzas vol. 1

 Resenha: "De Sangue e Cinzas" vol. 1 de Jennifer L. Armentrout




LIVRO: De Sangue e Cinzas

AUTOR: Jennifer L. Armentrout

ANO: 14ª edição, 2024

PÁGINAS: 669

EDITORA: Galera Record

SINOPSE: UMA DONZELA... Escolhida desde o nascimento para inaugurar uma nova era, a vida de Poppy nunca foi verdadeiramente sua. A existência da Donzela é solitária. Nunca ser tocada. Nunca ser vista. Nunca sentir prazer. À espera de sua Ascensão, ela prefere estar entre os guardas, lutando contra o mal que levou sua família, do que se preparar para ser considerada digna  pelos deuses. Mas a escolha nunca foi dela. UM DEVER... O futuro de todo o reino repousa sobre os ombros de Poppy, uma responsabilidade que ela nem tem certeza se quer para si mesma, afinal, uma Donzela também tem um coração, uma alma e vontades. Quando Hawke, um guarda encarregado de garantir sua Ascensão, entra em sua vida, destino e dever confundem-se com desejo e necessidade. Ele incita a raiva dela, faz com que Poppy questione tudo em que acredita e a provoca com o que é proibido. UM REINO... Abandonado pelos deuses e temido pelos mortais, um reino caído está se erguendo mais uma vez, determinado a retomar o que é seu por meio da violência e vingança. Conforme a sombra dos amaldiçoados se aproxima, os limites entre o proibido e o tolerável se tornam cada vez mais turvos. Poppy não só está prestes a se tornar indigna pelos deuses, como sua vida fica cada vez mais ameaçadas à medida que os fios de sangue que mantém seu mundo unido começam a se desfazer.

Jennifer L. Armentrout é autora número um do New York Times com mais de um milhão de livros vendidos ao redor do mundo, além de ter conquistado diversos prêmios. Ela escreve fantasia, ficção científica, suspense e romance contemporâneo para adultos e jovens adultos. Em algumas obras, usa o pseudônimo J. Lynn. O sonho de se tornar escritora começou durante as aulas de álgebra, quando passava a maior parte do tempo escrevendo contos - o que explica às péssimas notas em matemática. 

Apresentada a autora, agora finalmente vamos falar sobre o tão famoso livro na internet. Primeiro irei começar com a classificação etária do livro, como disse na apresentação da autora, esse livro é voltada para adultos e jovens adultos, ou seja, a classificação dele é +18, sendo assim, recomendo que se você for menor de idade sugiro que procure outra série de livros pra ler que seja voltado para pessoas da sua idade.

Como diz a sinopse, a história se passa em torno da protagonista Penellaphe Balfour (Poppy), que vive no Reino de Solis, criada pelo Duque e pela Duquesa da Masadônia. Ela é a Donzela. A escolhida. Por conta disso, Poppy é proibida de ter contato com as pessoas e de ser vista por elas, o que torna sua vida solitária e tediosa, fazendo com que ela faça a única coisa que consegue: fugir às escondidas e explorar o que der.

A vida de Poppy muda durante essas escapadas e com a chegada do seu novo guarda, Hawke, que estava encarregado de protegê-la até o dia de sua Ascensão. Mas o que Poppy não sabia é que esse mesmo guarda viraria a sua vida de cabeça para baixo, fazendo-a aflorar um lado dela que era visto como rebeldia e mudando a forma como ela enxerga as coisas, causando intrigas e conflitos internos.

Poppy faz novas descobertas, descobertas que, em sua maioria, eram assustadoras, mas que, algumas vezes, também eram prazerosas, fazendo-a começar a enxergar as coisas de uma maneira diferente. Porém, junto com isso, seus traumas do passado voltam a surgir, juntamente com novos, que mudam tudo de uma maneira caótica.

Dito isso, agora irei dar algumas opiniões, comentários e críticas. [pode conter spoiler]

Quando comecei a ler o livro, foi muito difícil engatar a leitura. Confesso que levei 1 mês para ler porque não foi algo que me prendeu, e, a muito custo, consegui terminar. E por que eu levei tanto tempo? Porque a escrita é arrastada, a narrativa inicial não foi algo que me fez ficar imersa, tive que ler o livro do início uma segunda vez para conseguir ir adiante, e só ficou "bom" depois do capítulo oito. E convenhamos: levar 140 páginas para começar a ficar melhor é muita coisa.

Falando da personagem, posso dizer que a achei insuportável. (E aqui contém um spoiler.) Poppy foi treinada às escondidas por seu guarda Vikter, que era como um pai para ela. Ele correu o risco de ensiná-la a lutar e manejar armas, pois não queria que ela ficasse indefesa, já que, quando a tragédia ocorreu na infância dela, não tinha como se defender, e ele queria que, caso algo como aquilo acontecesse novamente, ela conseguisse se proteger e sobreviver. Porém, em vez de escapar para conhecer novos lugares e pessoas, ela se colocava em risco, se enfiando em batalhas nas quais não precisava estar e que poderiam colocá-la em grande perigo. A imprudência dela chega a ser irritante.

Praticamente todo conselho que Poppy recebia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, ela passava o livro inteiro só reclamando e, algumas vezes, fazendo "cagada". Inclusive, uma dessas "cagadas" foi o guarda pessoal dela descobrir que ela estava no campo de batalha, e ela só não morreu por pura sorte. Voltando a falar da imprudência dela: mais à frente no livro, inúmeras vezes tenta fugir sem ao menos usar um pouco o cérebro que tem para tentar arquitetar um plano e algumas rotas de fuga. Se ela fosse inteligente mesmo, teria tentado ganhar a confiança das pessoas e, com isso, sondar o lugar em que estava para então formular uma ideia de como escapar. Mas não é isso o que ela faz. Ela simplesmente pega uma bolsa com uma roupa, arromba a porta e foge — e, se não fosse por uma pessoa em específico, teria morrido novamente.

E uma coisa que me incomoda no livro é o fato de a autora, o tempo inteiro, enfatizar que Poppy é a Donzela. Eu não me importaria que a autora fizesse isso vez ou outra se estivesse falando de uma informação que poderia ser esquecida, dada a quantidade de páginas. Mas falar que Poppy é a Donzela o tempo inteiro é muito chato, e chega uma hora em que a gente perde a vontade de ler. Fora que, por até a mínima coisinha, a protagonista reclama; ela implica com outros personagens o tempo inteiro e, às vezes, grita do mais completo nada, tendo surtos de raiva — sendo que, na maioria das vezes, a causadora da frustração que sente é ela mesma.

Também tem o fato de que ela está prestes a completar 19 anos. Então, mesmo que tenha vivido grande parte da vida sendo restringida a praticamente tudo, ela tinha Vikter, Raylan (que era o antigo guarda dela) e sua dama de companhia e melhor amiga, Tawny, que conversavam com ela sobre várias coisas. Sem contar que, quando fugia, conseguia ter acesso a algumas informações, se quisesse, e até mesmo ir à biblioteca procurar livros que pudessem dar a ela uma visão maior de mundo. Mas o que temos é uma protagonista impulsiva, que age como criança algumas vezes, e implicante de uma maneira que chega a irritar.

Parece implicância minha, mas até mesmo os personagens falam isso, usando a frase:
"Achei que você fosse mais inteligente do que isso" 

ou

"Você é mais inteligente do que isso"

Na minha opinião, o livro não precisava ter 669 páginas. Sinceramente, penso que daria para ser em menos páginas se tirassem algumas coisas que, para mim, não acrescentaram em nada à história. Se a narrativa e a escrita não se arrastassem tanto, a leitura não seria tão difícil.

Enfim, essas são as minhas opiniões, críticas e comentários. Assim como eu e muitas pessoas não gostaram do livro, muitas outras gostaram e têm opiniões completamente diferentes — e tá tudo bem. Cada um tem seus gostos, e não há problema em não concordarem comigo; só peço que, caso comentem, sejam respeitosos e me digam o porquê de terem gostado ou não do livro.

Agora vamos à nota do livro: para mim, de 5 estrelas eu daria 2, já que algumas partes da história são mais interessantes e despertam uma leve vontade de continuar lendo. Somente por isso dei 2 estrelas.


É isso, até o próximo livro!

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