Série De Sangue e Cinzas vol. 1
Resenha: "De Sangue e Cinzas" vol. 1 de Jennifer L. Armentrout
Como diz a sinopse, a história se passa em torno da protagonista Penellaphe Balfour (Poppy), que vive no Reino de Solis, criada pelo Duque e pela Duquesa da Masadônia. Ela é a Donzela. A escolhida. Por conta disso, Poppy é proibida de ter contato com as pessoas e de ser vista por elas, o que torna sua vida solitária e tediosa, fazendo com que ela faça a única coisa que consegue: fugir às escondidas e explorar o que der.
A vida de Poppy muda durante essas escapadas e com a chegada do seu novo guarda, Hawke, que estava encarregado de protegê-la até o dia de sua Ascensão. Mas o que Poppy não sabia é que esse mesmo guarda viraria a sua vida de cabeça para baixo, fazendo-a aflorar um lado dela que era visto como rebeldia e mudando a forma como ela enxerga as coisas, causando intrigas e conflitos internos.
Poppy faz novas descobertas, descobertas que, em sua maioria, eram assustadoras, mas que, algumas vezes, também eram prazerosas, fazendo-a começar a enxergar as coisas de uma maneira diferente. Porém, junto com isso, seus traumas do passado voltam a surgir, juntamente com novos, que mudam tudo de uma maneira caótica.
Quando comecei a ler o livro, foi muito difícil engatar a leitura. Confesso que levei 1 mês para ler porque não foi algo que me prendeu, e, a muito custo, consegui terminar. E por que eu levei tanto tempo? Porque a escrita é arrastada, a narrativa inicial não foi algo que me fez ficar imersa, tive que ler o livro do início uma segunda vez para conseguir ir adiante, e só ficou "bom" depois do capítulo oito. E convenhamos: levar 140 páginas para começar a ficar melhor é muita coisa.
Falando da personagem, posso dizer que a achei insuportável. (E aqui contém um spoiler.) Poppy foi treinada às escondidas por seu guarda Vikter, que era como um pai para ela. Ele correu o risco de ensiná-la a lutar e manejar armas, pois não queria que ela ficasse indefesa, já que, quando a tragédia ocorreu na infância dela, não tinha como se defender, e ele queria que, caso algo como aquilo acontecesse novamente, ela conseguisse se proteger e sobreviver. Porém, em vez de escapar para conhecer novos lugares e pessoas, ela se colocava em risco, se enfiando em batalhas nas quais não precisava estar e que poderiam colocá-la em grande perigo. A imprudência dela chega a ser irritante.
Praticamente todo conselho que Poppy recebia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, ela passava o livro inteiro só reclamando e, algumas vezes, fazendo "cagada". Inclusive, uma dessas "cagadas" foi o guarda pessoal dela descobrir que ela estava no campo de batalha, e ela só não morreu por pura sorte. Voltando a falar da imprudência dela: mais à frente no livro, inúmeras vezes tenta fugir sem ao menos usar um pouco o cérebro que tem para tentar arquitetar um plano e algumas rotas de fuga. Se ela fosse inteligente mesmo, teria tentado ganhar a confiança das pessoas e, com isso, sondar o lugar em que estava para então formular uma ideia de como escapar. Mas não é isso o que ela faz. Ela simplesmente pega uma bolsa com uma roupa, arromba a porta e foge — e, se não fosse por uma pessoa em específico, teria morrido novamente.
E uma coisa que me incomoda no livro é o fato de a autora, o tempo inteiro, enfatizar que Poppy é a Donzela. Eu não me importaria que a autora fizesse isso vez ou outra se estivesse falando de uma informação que poderia ser esquecida, dada a quantidade de páginas. Mas falar que Poppy é a Donzela o tempo inteiro é muito chato, e chega uma hora em que a gente perde a vontade de ler. Fora que, por até a mínima coisinha, a protagonista reclama; ela implica com outros personagens o tempo inteiro e, às vezes, grita do mais completo nada, tendo surtos de raiva — sendo que, na maioria das vezes, a causadora da frustração que sente é ela mesma.
Também tem o fato de que ela está prestes a completar 19 anos. Então, mesmo que tenha vivido grande parte da vida sendo restringida a praticamente tudo, ela tinha Vikter, Raylan (que era o antigo guarda dela) e sua dama de companhia e melhor amiga, Tawny, que conversavam com ela sobre várias coisas. Sem contar que, quando fugia, conseguia ter acesso a algumas informações, se quisesse, e até mesmo ir à biblioteca procurar livros que pudessem dar a ela uma visão maior de mundo. Mas o que temos é uma protagonista impulsiva, que age como criança algumas vezes, e implicante de uma maneira que chega a irritar.
"Achei que você fosse mais inteligente do que isso"
ou
"Você é mais inteligente do que isso"
Na minha opinião, o livro não precisava ter 669 páginas. Sinceramente, penso que daria para ser em menos páginas se tirassem algumas coisas que, para mim, não acrescentaram em nada à história. Se a narrativa e a escrita não se arrastassem tanto, a leitura não seria tão difícil.
Enfim, essas são as minhas opiniões, críticas e comentários. Assim como eu e muitas pessoas não gostaram do livro, muitas outras gostaram e têm opiniões completamente diferentes — e tá tudo bem. Cada um tem seus gostos, e não há problema em não concordarem comigo; só peço que, caso comentem, sejam respeitosos e me digam o porquê de terem gostado ou não do livro.
Agora vamos à nota do livro: para mim, de 5 estrelas eu daria 2, já que algumas partes da história são mais interessantes e despertam uma leve vontade de continuar lendo. Somente por isso dei 2 estrelas.
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